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Clippings - 21/02/25

Supersafra de 2025 desafia transporte de cargas no Brasil

Com mais de 323 milhões de toneladas previstas para 2025, transportadoras enfrentam desafios para atender à alta demanda

Com uma previsão de 323 milhões de toneladas de grãos para 2025, o Brasil reforça sua posição como um dos maiores produtores e exportadores agropecuários do mundo. O crescimento de 4,1% em relação ao ano anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), amplia a necessidade de estrutura logística eficiente. O transporte rodoviário de cargas, responsável pelo escoamento de grande parte dessa produção, enfrenta desafios como a falta de armazenagem e a alta demanda por fretes.

Transportadoras que operam no agronegócio precisam de planejamento estratégico para atender ao aumento da demanda. A Mahnic Operadora Logística, empresa com atuação no Centro-Oeste, conta com uma frota de 135 veículos dedicados à Divisão Agrícola para transporte de grãos. Segundo Ludymila Mahnic, COO da empresa, a estratégia envolve investimentos em novos equipamentos para absorver o impacto da supersafra e atender aos clientes com maior capacidade operacional.

No Sul do país, um dos principais desafios para transportadoras é a escassez de motoristas qualificados. Franco Gonçalves, gerente administrativo da TKE Logística, de Araranguá (SC), destaca que a dificuldade na contratação se deve, em parte, ao alto custo operacional do transporte rodoviário. “A falta de motoristas impacta diretamente nossa capacidade de atender ao aumento da demanda. Com os altos custos de combustível e a inflação, muitas transportadoras não conseguem oferecer uma remuneração atrativa, o que agrava a situação”, explica.

Embora o Brasil tenha registrado crescimento médio de 5,27% ao ano na produção de grãos entre 2010 e 2025, a capacidade de armazenagem evoluiu apenas 2,80% no mesmo período, segundo dados da Conab. Esse descompasso resulta em gargalos operacionais e atrasos no escoamento da produção.

Empresas do setor relatam tempos de espera de até três dias para descarregar os grãos, o que compromete a eficiência logística. Para mitigar esses desafios, são necessários investimentos em infraestrutura e planejamento estratégico para minimizar atrasos no transporte. No caso da TKE Logística, a empresa enfatiza a necessidade de um entendimento aprofundado sobre a armazenagem de mercadorias, respeitando as especificidades de cada produto transportado.

Fonte: Revista Portos e Navios